A Homeopatia
O termo Homeopatia significa doença “tratada pelo semelhante”, (o que não é de forma alguma a mesma coisa que “tratar pelo mal”, como erradamente muitas vezes se acredita). Seria mais exato dizer homeoterapia (tratamento pelo semelhante) ou autoterapia ou “cura por si mesmo”, o que seria melhor e mais certo, pois, em resumo, o elemento curador é o ser vivente ou a própria natureza: a medicina se limita a auxilia-la e orientá-la. A Alopatia, em oposição, é o método de tratamento que emprega os contrários. Esse é o processo habitual da era da química e medicamentos sintéticos. A Homeopatia não é uma ciência misteriosa. É um método terapêutico baseado na razão, estabelecido segundo ensaios experimentais e confirmado pelos resultados diariamente obtidos com numerosos pacientes. No Brasil, como em inúmeros paises, a Homeopatia é considerada especialidade médica e portanto aceito pela comunidade científica. Trata-se de um método terapêutico baseado pela razão, estabelecido segundo ensaios experimentais, todos realizados no homem são, portanto a medida que as pessoas tomavam os medicamentos homeopáticos puderam descrever sintomas mentais e emocionais, o que certamente enriqueceu o conjunto da obra experimental.
Supõe-se, em geral que data do século XIX, época que teria saído do cérebro genial do médico alemão Samuel Hahnemann. É falso. Na verdade, SH, inventou e regulamentou a experimentação pura. Foi o primeiro a compreender o papel terapêutico da dose infinitesimal e a aplicá-la, mas a concepção homeopática é bem mais antiga.
Hipócrates, o “Pai da medicina”, observara já, no século V a.C., que os vômitos eram curáveis com vomitórios administrados em pequenas doses. Tratou do cólera com o heléboro-branco, medicamento que, no processo experimental, reproduzia os sintomas daquela doença.
Galeno, médico grego do século II, verificou que determinadas cólicas melhoravam com medicamentos capazes de provoca-las. Admirou-se, mas, não conseguindo explicar e compreender o fato, ficou no método dos contrários, de doses fortes ou relativamente fortes, método que ainda hoje inspira e dirige a medicina oficial.
Readotada mais tarde, na Idade Média, por Paracelso, louvado por Montaigne, Descartes e S.Francisco de Sales, a lei dos semelhantes teve que esperar que S.Hahnemann, em 1776, a colocasse definitivamente por base do método homeopático. Esse médico alemão, após muitas tribulações e perseguições, instalou-se em Paris em 1835 ali fundando uma escola.
Foi ele que compreendeu e assim mesmo por acaso, como aconteceram com as grandes descobertas. Ansioso por perceber com exatidão a ação do quinino, ingeriu diversas doses e ficou admirado de sentir crises de febre análogas ás do impaludismo ou malaria, doença “curável”com o quinino. Pôs-se, então a imaginar se um medicamento capaz de combater determinada enfermidade não seria precisamente aquele que poderia, no homem são, provocar sintomas mórbidos análogos aos que observamos no curso da mesma doença. A fim de manter o controle, praticou em si mesmo, nos seus e nos alunos, uma série de experiências com cerca de sessenta substâncias diferentes. O resultado lhe demonstrou, todas as vezes que tinha razão.
Assim foi comprovada essa “Lei da Similitude”, base da homeopatia, implicitamente contida nos escritos de Hipocrates: “Os semelhantes se curam com os semelhantes”. Em outras palavras e de modo mais preciso, as experiências de Hahnemann haviam demonstrado o quanto era bem fundamentada a seguinte lei: “O Remédio que, em pequenas doses, no enfermo, faz desaparecer determinados sintomas é o mesmo que, em doses mais fortes, dado ao homem são, provocariam nele sintomas análogos.”
Desde Hahnemann, mais de 2000 medicamentos foram experimentados pelos médicos, ora em si próprio, ora em voluntários sadios, as sensações e os distúrbios foram cuidadosamente registrados e confrontados por outros pesquisadores e anotados em compêndios chamados Tratados de Matéria Médica, hoje já em bibliotecas e bancos de dados computadorizados. Hoje quando alguém vai ao consultório de um médico homeopata será confrontado com este poderoso arsenal experimental onde o limite é a informação cuidadosamente pesquisada e retirada destes manuais. Por isso o homeopata pesquisa aspectos particulares mentais e emocionais, preferências pessoais, que vão individualizar aquela pessoa que cabe na descrição dos efeitos dos medicamentos experimentais que existe nestes bancos de dados. Mais tarde a noção da similitude veio reunir-se a concepção, tão fecunda, do terreno, do temperamento e da constituição do individuo. Hoje bate de frente com as características genéticas e familiares propaladas pela pesquisa atual.
Portanto para concluir, pode-se dizer que a doutrina e o método homeopático repousam em três bases, que se entrelaçam:
1.Uma concepção particular do individuo, que implica o conhecimento de sua constituição, temperamento e terreno;
2.Uma concepção particular da doença e do comportamento individual e especial do doente na sua doença;
3.Uma concepção particular do remédio, de seu papel, seu objetivo, seu modo de agir e sua utilização.
Dr. Voltaire Fróes
Dra. Zeila Fróes
Médicos Clinicos Homeopatas
Pós graduados em Medicina Homeopática pelo Instituto de Pesquisas Homeopáticas de S.Paulo.
Pós graduados em Fitoterapia pelo Instituto Hahnemaniano do Rio de Janeiro